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  • Foto do escritorPaulo Lazarini

Meu filho(a) precisa operar a adenóides?

Atualizado: 19 de mar. de 2023

Decidir operar um filho sempre é uma preocupação com que os pais chegam ao meu consultório. É uma decisão de extrema importância pois eles estarão tomando uma decisão pelo seu filho(a).

Mas o que é adenóides? É um tecido do nosso organismo (tecido linfoide) responsável por captar agentes infecciosos que entram no nosso corpo e que se localiza no fundo do nariz (rinofaringe). Junto com as amígdalas da garganta (tonsilas palatinas) formam um anel de proteção imunológico. Estes órgãos captam os agentes infecciosos como vírus, bactérias e fungos e orientam todo o nosso sistema imune a produzir anticorpos contra estes agressores.

Quando nascemos, a adenoides tem um tamanho diminuto e, ao longo dos anos vai crescendo,

até atingir tamanho máximo por volta dos 5 a 7 anos de idade. A partir daí, diminui gradativamente desaparecendo por volta dos 12 a 15 anos de idade.

E por que operar a adenóides e removê-la? Algumas crianças podem ter um crescimento acentuado da adenóides ocasionado por fatores genético-familiares, infecções respiratórias de repetição ou alergia, entre outras possibilidades.

No momento em que aumenta muito de tamanho, ela oclui em grau variado a passagem do ar pelo nariz, dificultando a respiração o que leva a criança a respirar mais pela boca principalmente a noite. Além disto, os roncos gerados por esta obstrução tornam-se cada vez mais intensos à medida que a obstrução se intensifica. Em casos mais graves, a criança pode fazer paradas da respiração (apneia) durante o sono.

A longo prazo a hipertrofia de adenóides provoca flacidez dos músculos orofaciais o que faz com que a criança chegue a babar no travesseiro a noite e tenha dificuldades para mastigar e engolir alimentos sólidos como a carne. Há ainda a possibilidade de obstrução da tuba auditiva e este fator pode levar a otites de repetição, acúmulo de secreção no ouvido e perda auditiva.

A respiração bucal por muito tempo altera o desenvolvimento das estruturas ósseas da face como o palato e a maxila. Assim, a posição dos dentes superiores anteriores se projeta para frente e o palato fica mais profundo (ogival).

Cabe ao otorrinolaringologista avaliar a criança que chega ao consultório e identificar o tamanho da adenóides, o grau de obstrução respiratória, os efeitos sobre a arcada dentária, audição e flacidez muscular da face.

Diante disto tudo, deve esclarecer os pais e definir conjuntamente o melhor tratamento: clínico com medicamentos via oral e/ou tópico nasal ou então, cirúrgico, com sua remoção.

Para maiores informações acesse o nosso site www.paulolazariniotorrino.com.br.

O objetivo deste texto é trazer informações ao público em geral e, no caso de necessidade, deve-se procurar atendimento médico para avaliação e tratamento adequados a cada paciente.

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