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  • Foto do escritorPaulo Lazarini

Paralisia facial - o que eu faço agora?

Atualizado: 24 de jul. de 2022

Ter um quadro de paralisia facial é algo que preocupa e geralmente leva o paciente a um atendimento de urgência. A primeira coisa a ser definida é saber se a paralisia de é de causa central ou periférica.

A paralisia facial central se caracteriza por haver uma perda da movimentação da porção inferior da hemiface. Com isto, a pessoa consegue fechar normalmente o olho, mas tem dificuldade para movimentar a boca, sorrir ou conter o alimento na boca. Além disto, é comum outros sintomas como déficit motor no braço e na perna do mesmo lado. As causas estão relacionadas com lesões cerebrais como AVC (Derrame). Nestas circunstâncias a internação e exames neurológicos são fundamentais.

A paralisia facial periférica se caracteriza por haver perda da movimentação de toda a hemiface, com dificuldade para fechar o olho (piscar) e para movimentar a boca (sorriso) do mesmo lado. Não há comprometimento na movimentação dos membros. Diminuição do lacrimejamento, dor no ouvido e alteração do paladar podem ocorrer por comprometimento de ramos do nervo facial (veja figura).


A paralisia facial periférica ocorre por lesão do nervo facial que é o responsável pelo estímulo nos músculos da face. Geralmente a internação é desnecessária e o acompanhamento ambulatorial poderá ser feito.

As causas desta lesão do nervo facial podem ser por exemplo: virais (paralisia de Bell e paralisia por zoster); infecções do ouvido (como colesteatoma); congênitas; traumas como traumatismo craniano e por arma de fogo; diabetes; hipertensão arterial; tumores de ouvido, tumor cerebral, tumor de parótida; doenças genéticas, como Síndrome de Melkersson-Rosenthal, entre outras.

O que fazer no caso de ter uma paralisia facial periférica aguda?

É preciso procurar um médico especialista que fará um diagnóstico da causa da paralisia e determinará o tratamento mais adequado a cada caso. Exames como audiometria, ressonância magnética, de sangue e eletromiografia podem ser necessários.

A paralisia de Bell geralmente é tratada com medicamentos a base de corticoides e antivirais. Quanto antes se iniciar o tratamento melhor. Outras formas como traumáticas ou tumorais podem necessitar de cirurgia.

A fisioterapia/fonoterapia poderá ser indicada gradativamente à medida que o quadro evolui. Devemos lembrar que é o nervo que está doente e temos que atuar para que a lesão seja a menor possível. Estímulos elétricos durante este tratamento geralmente são contraindicados.

A acupuntura é um tratamento alternativo e uma opção da equipe médica e do paciente.

A cirurgia de descompressão do nervo facial pode ser empregada em casos virais como a Paralisia de Bell e deve ser feita quando não houver recuperação ainda nos primeiros dias de paralisia.

O texto aqui apresentado tem função apenas informativa e no caso de se apresentar qualquer dos sintomas aqui relatados a consulta a um médico é fundamental.

Saiba mais sobre paralisia facial e sobre o Dr. Paulo Lazarini em nosso site www.paulolazariniotorrino.com.br

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