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  • Foto do escritorPaulo Lazarini

Colesteatoma – a doença infecciosa do ouvido

Atualizado: 15 de jun. de 2021


Termo pouco conhecido pela população, a otite ocasionada pelo colesteatoma pode atingir pessoas de qualquer idade. O colesteatoma é uma lesão epitelial, isto é, uma formação de tecido semelhante a pele e que se forma como se fosse cascas, de forma arredondada. Ele cresce erosando o osso onde se encontra inserido as estruturas do ouvido – o osso temporal. Este tecido pode facilmente se infectar por bactérias e causar os sintomas de uma infecção no ouvido acometido. Entre os sintomas mais frequentes está a presença de saída de secreção purulenta pelo canal do ouvido – a chamada otorréia – por longos períodos e muitas vezes com odor fétido. Além disto, pode causar perda auditiva em decorrência de erosão dos ossiculos do ouvido ou por lesão da porção mais interna dele. Assim, dependendo do quadro, a perda auditiva pode ser maior ou menor. Já, zumbidos, tonturas ou paralisia facial podem ocorrer como complicações do colesteatoma.

Ele pode aparecer em diversas regiões do ouvido ou até mesmo junto ao cérebro. Pode ser congênito – já presente ao nascimento - ou se desenvolver durante a vida. Comumente aparece em decorrência da migração da pele do conduto externo do ouvido através de uma perfuração timpânica previa.

O diagnóstico é feito pelo exame clínico com um otorrinolaringologista. A otoscopia dá indicios da migracao epitelial junto a membrana do tiímpano e alguns exames são importantes para o tratamento. Deve-se realizar audiometria (teste auditivo) para se avaliar o comprometimento auditivo e a tomografia computadorizada contribui para identificar a extensão da lesão. A Ressonância magnética pode ser útil quando houver dúvida diagnóstica ou complicações intracranianas.

O tratamento, na maioria dos casos, é por meio de uma cirurgia. Tratamento clínico é incomum. Podem ser utilizados o microscópio cirúrgico ou o endoscópio eventualmente para se realizar a cirurgia. A anestesia geral é rotineira. A internação geralmente é de um dia e o pós-operatório costuma ser pouco dolorido.

O acompanhamento pós-operatório é fundamental pois a recidiva do colesteatoma é comum.

Este texto é meramente informativo e a presença de qualquer um destes sintomas, procure seu médico.



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